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José Serra lança campanha encontrando com eleitores nas ruas da bela Curitiba

Ele quer recolher o vigor, as opiniões e o carinho das pessoas por todo o Brasil

 


 José Serra e Beto Richa no encontro com a população de curitiba

 Começou a campanha rumo as eleições 2010 em 3 de outubro -  O candidato do PSDB, José Serra, lançou hoje sua campanha à Presidência da República, dizendo que ela será feita à base do "corpo a corpo espontâneo, recolhendo o vigor, as opiniões e o carinho das pessoas por todo o Brasil. Nem todos os candidatos fazem campanha assim". Serra subiu na escada de um fotógrafo, pegou um megafone e completou: "Saio daqui com muito mais energia do que quando cheguei. E não era pouca".

Ele disse que seu desejo é debater com cada um dos candidatos e que é preciso estimulá-los a fazer isso. "Se quiser, ponham cada um dos candidatos numa gaiola de vidro, mas é preciso que se tenha o contraditório", afirmou o candidato do PSB.

José Serra contou que ficou estarrecido ao saber que a candidata do PT, Dilma Rousseff, se recusou a responder à seguinte pergunta do jornal O Globo: "Por que você quer ser presidente da República?"

Na caminhada pela rua das Flores, da Praça Santos Andrade até a Boca Maldita, Serra distribuiu cumprimentos e abraços aos eleitores na companhia dos candidatos ao governo do estado, Beto Richa, a vice, Flávio Arns, e ao Senado, Gustavo Fruet e Ricardo Barros. Serra disse que eles e os candidatos a deputado estadual e federal vão ser "os peões da batalha".

"Se o Paraná pode mais, o Brasil vai poder mais com a ajuda do Paraná", afirmou Serra.

Fonte: Assessoria

Pressão do PSDB para que Serra se declare candidato o deixa chateado


O governador José Serra e parcela do PSDB estão em dissonância. Diante dos frequentes rumores de que Serra venha a desistir da corrida presidencial, o comando do PSDB insiste em que se comporte como candidato, ainda que sem se declarar. Serra, por sua vez, tem reclamado da pressão.

O próprio presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), tem sugerido que Serra se exponha mais. Segundo ele, um comportamento mais tímido "dá fundamento à ideia de que ele [Serra] possa desistir".

No partido, o argumento de Guerra começa a ganhar adeptos. Amigo de Serra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem consultado tucanos sobre a eficácia da estratégia de Serra.

Serra alega que não pretende se transformar em alvo precocemente. Daí, a disposição de se manifestar apenas em 2010. Isso pavimenta, porém, a movimentação do governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

Na quinta-feira, em almoço com o comando do DEM, Aécio lembrou que o próprio Serra tem repetido que não está decidido a concorrer à Presidência. Na conversa, Aécio descartou a possibilidade de ser vice de Serra, defendeu que a decisão seja tomada ainda este ano e até listou as vantagens de sua candidatura em comparação à do governador de São Paulo.

Segundo democratas, Aécio afirmou que tem melhor desempenho em Minas e no Rio de Janeiro. De acordo com eles, Aécio disse ter maior potencial de crescimento no Norte e Nordeste.

Para o Sul, a avaliação é de que o PSDB será vitorioso qualquer que seja o candidato. Sua performance em São Paulo dependeria do apoio de Serra a sua candidatura.

No almoço, Aécio citou a possibilidade de atrair PV, PDT e PR como outro trunfo. Ele disse, porém, que tentará compatibilizar sua agenda de viagens à de Serra, priorizando as atividades partidárias.

Os democratas cogitaram abrir mão da figura de vice na chapa pela Presidência em favor de uma puro-sangue, ideia rechaçada por Aécio.

Entre os serristas, o argumento é de que a assunção da candidatura contaminaria a relação com Aécio, cortejado para vice.

Os aliados de Serra temem, porém, que, somada às dificuldades para construção de palanques, a pressão do PSDB acabe desgastando a relação com o governador.

Serra -que hesitou minutos antes de anunciar sua saída da prefeitura para concorrer ao governo- tem manifestado inquietação com a falta de mobilização do partido. Não é à toa que, para afastar risco de desistência, o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, chega a ironizar. "Serra vai desistir da candidatura porque recebeu uma proposta irrecusável. Integrar o movimento Hare Krishna". (CS)

FHC quer que PSDB defina nome para sucessão presidencial já em 2009



O presidente de honra do PSDB e ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, defendeu neste sábado (22) que o partido apresente à sociedade já no ano que vem um único candidato à sucessão do petista Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em 2010. Ele não descarta a convenção como mecanismo de escolha.


"É cedo para definir [esse nome] agora, mas não é cedo para iniciarmos as conversas entre nós. E não temos medo. Se houver divisão, fazemos a convenção. Mas [o partido] tem de ter um candidato. Caso contrário, as forças da sociedade não têm por onde ecoar, não têm como se exprimir porque não há outro lado. Nós temos de apresentar o outro lado", disse.


O ex-presidente, no entanto, não quis citar nomes. "Nós temos vários líderes com essa capacidade de despertar entusiasmo nos nossos militantes. Vamos convergir e, no momento que isso acontecer, podem contar comigo. Essa é a única coisa que eu quero fazer -ajudar a formar essa visão que incorpore alguém", disse ele em São Paulo, em evento para uma platéia de 400 pessoas, entre prefeitos e vereadores eleitos do PSDB no Estado.


Antes de iniciar seu discurso, FHC fez questão de avisar que havia jantado com o governador de São Paulo, José Serra, na madrugada anterior.


O paulista trava disputa interna com o colega mineiro Aécio Neves pelo direito de concorrer à Presidência pela chapa tucana. O ex-presidente também deve se reunir com Aécio nos próximos dias.


À tarde, ao chegar ao evento, Serra foi saudado como "futuro presidente da República", mas não quis falar de eleição.

Fonte: Folha Online

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